sábado, 1 de agosto de 2009

E como uma criança que tem medo de escuro, aquela pequena tinha medo dos dias nublados.

Se era alguma espécie de premonição ou só medo mesmo ela não sabia. Mas a falta que o sol fazia era terrível, era quase uma dor profunda, e dependendo do ponto de vista, era realmente uma dor. Estranho? Não mais que os espirros que ela dava a cada três minutos e que o frio iminente que ela sentia em sua epiderme, mesmo estando bastante agasalhada. Era incomum essa abstinência solar, a melanina quase inexistente de sua pele branca já respondia isso. O seu nojo de suar, e o astigmatismo {resistência à luz} também.Porém o medo do céu acinzentado fazia ressurgir o antigo medo de ter seu coração transformado numa pedra de gelo. E era por causa disso que ela precisava de uma luz, nem que esta passasse por uma pequena fresta de sua janela. Era apenas para ter certeza de que o mundo não escureceu lá fora. Ou certeza de que ela não ficará perdida nas trevas dentro dela.

Porque dentro dela, tudo queimava, mas nada aquecia.

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A idiotice é vital para a felicidade

A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, porque fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse.Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente é ele, pobre dele! Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e ponto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselhos para tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? (Arnaldo Jabor)



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